Chapa do prefeito de Campo Bom e do prefeito de Tucunduva vence eleição para a FAMURS

Luciano Orsi e Jonas Fernando disputaram a eleição interna no PDT e venceram com diferença de 5 votos

Embora a posse na entidade ocorra somente daqui dois meses, o próximo presidente da Famurs foi conhecido nesta quinta-feira, dia 23. Isso porque o comando da entidade que representa os municípios gaúchos dá-se por meio de rodízio entre os partidos com maior número de prefeitos eleitos no último pleito e a gestão 2023/24 caberá ao PDT.

O prefeito de Campo Bom, Luciano Orsi, foi o escolhido por 57 votos, contra 52 do prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, e 23 do prefeito de Parobé, Diego Picucha, em uma eleição acirrada. Tiveram direito a voto os prefeitos e vices da sigla, em um total de 132 pedetistas. Jonas Fernando, prefeito de Tucunduva será o vice de Luciano na chapa de comando da Federação.

Orsi e os demais postulantes ao cargo iniciaram campanhas similares às de candidatos aos cargos de deputado, percorrendo o Estado em busca de apoio, ainda em novembro do ano passado.

Com 65 chefes de Executivo espalhados pelo RS, 6 deles aqui na Região Fronteira Noroeste, a sigla é terceira que mais elegeu prefeitos em 2020, depois de PP e MDB.

A última vez que os pedetistas ocuparam o comando da federação foi na gestão 2019/20, com Dudu Freire, ex-prefeito de Palmeira das Missões.

Reforma Tributária é principal desafio

Após a definição de seu nome para a próxima gestão da Famurs,Luciano Orsi elencou aquele que considera o principal desafio no comando da entidade que assumirá na metade do ano. “O maior desafio será sairmos da questão da Reforma Tributária com uma situação melhor para os municípios do que a que temos agora”, afirmou.

O prefeito de Campo Bom, no Vale do Sinos, ressaltou que é importante já na próxima semana, na Marcha dos Prefeitos, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília, ampliar o debate quanto às propostas que tramitam no Congresso Federal.

“Não existe uma reforma ideal, existem visões divergentes e tudo tem que ser bem observado e ficar claro para os prefeitos”, disse. Orsi defende que se encontre um denominador entre as propostas discutidas na Câmara dos Deputados e no Senado, sem que os municípios percam autonomia na destinação de impostos arrecadados.

Para o futuro presidente da Famurs, os municípios têm a maior responsabilidade e ficam com a menor fatia dos recursos na comparação com as demais esferas, quando o justo seria que ficassem com a maior parte da arrecadação.

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