Iniciativa que prevê a construção de uma unidade de terapia intensiva com 10 leitos no Hospital ABOCH, foi apresentada nesta terça-feira na sede do Poder Legislativo.
Em um momento marcante para a saúde pública de Horizontina e região, foi apresentado oficialmente nesta terça-feira (3), junto à Câmara Municipal de Vereadores, o projeto técnico para a implantação da tão sonhada Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da ABOCH – Associação Beneficente Oswaldo Cruz, que administra os serviços hospitalares no município. A iniciativa representa um marco de desenvolvimento para a infraestrutura hospitalar local e promete transformar o atendimento de urgência e emergência na região.
Paulo Rogério Strasser, é a principal liderança à frente do projeto, e detalhou os próximos passos, os investimentos necessários e a estrutura planejada para o novo serviço, em reunião na sede do Poder Legislativo na manhã de terça-feira dia 3, reunindo vereadores, vereadoras, secretários municipais, prefeito e vice-prefeito, médicos da equipe do hospital, equipe de enfermagem e de administração da casa de saúde, além de veículos de comunicação.
ESTRUTURA MODERNA E INVESTIMENTO DE R$ 11 MILHÕES
Conforme explicou Strasser, o projeto foi desenhado para atender aos mais altos padrões tecnológicos da medicina intensiva. A futura UTI será do tipo 2, contando com 10 leitos no total. Deste total, dois serão leitos privativos — estruturados especialmente para o isolamento e tratamento de doenças infectocontagiosas —, enquanto os outros oito leitos serão destinados ao atendimento geral.
O complexo estrutural e de equipamentos está orçado em aproximadamente R$ 11 milhões, com uma área construída estimada entre 700 e 800 metros quadrados.
“Nós já estamos com captação de quase R$ 4 milhões e vamos buscar o restante. Primeiramente faremos a obra física e, enquanto ela estiver em andamento, buscaremos os recursos para a aquisição dos equipamentos”, destacou Trasser. A unidade contará com tecnologia de ponta, incluindo centrais de monitoramento, uso de estativas e equipe médica e multiprofissional completa.
LOCALIZAÇÃO INTEGRADA E FLUXO DE ATENDIMENTO
O projeto arquitetônico foi pensado para garantir agilidade e eficiência no fluxo de atendimento aos pacientes graves. A nova UTI será instalada no terceiro piso do prédio hospitalar, aproveitando uma estrutura vertical integrada:
1º Piso: Centro de imagem e a nova emergência do hospital (atualmente em obras).
2º Piso: Bloco cirúrgico e centro de parto normal.
3º Piso: A futura UTI.
Com essa disposição, um paciente atendido na emergência do térreo poderá ser transportado rapidamente por elevador diretamente para o terceiro andar, otimizando o tempo-resposta para salvar vidas.
PRAZOS E O CAMINHO PARA A HABILITAÇÃO
A execução da obra física está projetada para ocorrer em um prazo de dois anos, condicionada ao fluxo de captação de recursos. Posteriormente, o hospital trabalhará na etapa de habilitação junto ao Ministério da Saúde e à Secretaria Estadual de Saúde, órgãos que auxiliam no financiamento do custeio desses serviços.
Paulo Strasser ressaltou que a opção por uma estrutura de 10 leitos justifica-se por critérios técnicos e de eficiência operacional: “A legislação determina que o custo de manutenção de uma equipe técnica, médica e de enfermagem é praticamente o mesmo independentemente do número de leitos, por isso optamos por uma estrutura robusta de 10 leitos”.
A FORÇA DA UNIÃO COMUNITÁRIA
A concretização de um projeto dessa magnitude exige o envolvimento de toda a sociedade. Durante o lançamento, foi enfatizado que a saúde é um ato coletivo e de solidariedade.
A iniciativa conta com parcerias sólidas da Administração Municipal, da Câmara de Vereadores — que já destinou recursos e promove novos aportes para o próximo ano —, além de emendas parlamentares e da mobilização de pessoas físicas e jurídicas por meio do programa parceiro da ABOCH, modelo que já contribuiu com êxito para a construção do bloco cirúrgico.
A comunidade horizontinense e regional será novamente chamada a abraçar essa causa, consolidando o hospital como um polo de saúde cada vez mais completo, seguro e humanizado, finalizou Paulo.






















