NOROESTE SUMMIT: Como as empresas podem crescer sem perder sua essência?

No Noroeste Summit, Renato Silva provocou líderes e empreendedores a refletirem sobre um desafio cada vez mais atual: como inovar sem renunciar ao que já funciona

Em um cenário de constantes transformações, as organizações enfrentam um desafio cada vez mais complexo: manter a eficiência dos negócios atuais enquanto se preparam para as oportunidades futuras. Esse equilíbrio, é chamado de ambidestria organizacional, conceito que tem ganhado espaço nas discussões sobre estratégia, inovação e crescimento sustentável.

Durante o Noroeste Summit, o gerente de Projetos de Desenvolvimento da Central Sicredi Sul/Sudeste, Renato Luiz da Silva compartilhou reflexões sobre como as empresas podem combinar excelência operacional e inovação, preservando sua essência mesmo em processos de expansão.

“Isso é vital porque vivemos a era da hiperdecisão: nunca foi tão complexo escolher, desdobrar e revalidar num mundo que não para de mudar. Desta forma, toda estratégia estática ruma para a obsolescência. Quem só protege o presente é atropelado; quem só aposta no futuro se descapitaliza antes de chegar lá”, explicou.

Como as empresas podem equilibrar os investimentos entre o presente e o futuro?

Renato mostra que usa o modelo de horizontes, sendo que o primeiro horizonte representa o negócio principal da organização, responsável por gerar resultados e sustentar a operação. O Horizonte 2, contempla inovações adjacentes, como novos produtos ou mercados próximos da atuação atual. E, o terceiro Horizonte reúne iniciativas mais disruptivas, capazes de transformar o negócio no longo prazo.

Segundo ele, a decisão sobre onde investir deve considerar quatro aspectos: propósito (faz sentido para a empresa?), potencial (escala possível), probabilidade de sucesso e perda (risco envolvido). “Precisamos equilibrar nossas equipes, nossos investimentos e nosso foco nestes horizontes que ocorrem simultaneamente dentro da nossa

organização e no mercado”.

Quais serão os diferenciais das empresas vencedoras na próxima década?

De acordo com Renato, a primeira é a capacidade de adaptar a estratégia continuamente. Em vez de seguir planos rígidos, as organizações precisarão fazer ajustes constantes conforme o cenário evolui. A segunda é desenvolver o pensamento de futuro, olhando além das projeções baseadas apenas no passado para explorar cenários emergentes e novas possibilidades. A terceira é manter foco total nos problemas dos clientes. “Seu concorrente não é quem vende o mesmo produto, e sim quem resolve o problema do seu cliente de maneira diferente, mais rápido e com o melhor custo-benefício para ele”, ressaltou.

No evento que aborda inovação para os negócios, Renato destacou que os ambientes de inovação precisam conectar as oportunidades e necessidades da comunidade e das empresas, resolvendo problemas reais, pois a vantagem competitiva nasce da experiência do cliente. Além disso, usar o ecossistema como sensor de futuro, como se fossem as antenas para encontrar os Horizontes 2 e 3, ou seja, as inovações adjacentes e as disruptivas. Desta forma obtêm-se boas hipóteses para apoiar a resolução dos problemas futuros da organização e se manter competitivo e relevante no futuro.

Em resumo, a ambidestria não é apenas um conceito sobre inovação. É uma forma de pensar o futuro sem perder de vista as responsabilidades e oportunidades do presente.

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