Seapi confirma caso na localidade de Lajeado Correntino e reforça vacinação imediata do rebanho como principal medida de prevenção
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) confirmou um novo foco de raiva herbívora no município de Doutor Maurício Cardoso. O diagnóstico foi oficializado pelo Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor (IPVDF), colocando em estado de atenção produtores rurais da localidade de Lajeado Correntino e de comunidades vizinhas.
Diante da confirmação, a principal recomendação das autoridades sanitárias é a vacinação imediata dos rebanhos, considerada a medida mais eficaz para evitar a propagação da doença, que é fatal para os animais e também representa risco à saúde humana.
Nesta semana, o médico-veterinário e fiscal agropecuário do Estado, Fernando Rempel, reuniu-se com representantes da Administração Municipal para alinhar as ações de prevenção e orientar os produtores sobre os procedimentos que devem ser adotados.
Segundo Rempel, a doença é transmitida principalmente pela mordida de morcegos hematófagos infectados. Por isso, além da vacinação, é fundamental que os produtores identifiquem possíveis abrigos desses animais em propriedades rurais e comuniquem imediatamente a Inspetoria Veterinária, permitindo que as equipes técnicas realizem o monitoramento e o controle dos focos.
Atenção também para a saúde das pessoas
As autoridades alertam que qualquer pessoa que tenha tido contato com animais suspeitos ou com casos confirmados de raiva deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica e, se necessário, iniciar o tratamento preventivo.
A raiva herbívora é considerada uma zoonose, podendo ser transmitida aos seres humanos. Entre os animais, os principais afetados são bovinos, equinos e ovinos.
Região permanece em vigilância
O novo registro reforça o cenário de alerta sanitário na Região Noroeste. Em maio, um foco da doença já havia sido confirmado em Esperança do Sul, enquanto em abril outros casos foram registrados em Tiradentes do Sul, levando a Seapi a emitir um alerta para toda a região.
Sintomas exigem atenção imediata
Os produtores devem ficar atentos aos sinais clínicos da doença, que incluem:
Paralisia progressiva;
Tremores musculares;
Quedas frequentes;
Movimentos involuntários de pedalagem;
Salivação intensa;
Dilatação das pupilas.
Após o aparecimento dos sintomas, a evolução costuma ser rápida, levando o animal à morte em aproximadamente uma semana.
Vacinação é a principal forma de proteção
A Seapi reforça que a prevenção depende principalmente da vacinação dos rebanhos, da comunicação imediata de suspeitas à Inspetoria Veterinária e do controle de morcegos hematófagos nas propriedades rurais. A rápida atuação dos produtores é considerada essencial para evitar novos focos e proteger tanto a pecuária quanto a saúde pública.
Rádio Alto Uruguai


















