O prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 encerra no próximo dia 29 de maio e ainda gera dúvidas entre muitos contribuintes sobre quem precisa declarar e quais cuidados são necessários para evitar problemas com a Receita Federal.
Para esclarecer os principais pontos, a FAHOR compartilha orientações do coordenador do curso de Ciências Econômicas, professor e economista mestre Stephan Sawitzki.
Segundo o especialista, uma das dúvidas mais recorrentes neste ano envolve a regra relacionada aos rendimentos mensais de R$ 5 mil, bastante debatida nos últimos meses. Stephan explica que essa alteração ainda não está em vigor para a atual declaração.
“Em 2026, referente ao ano-base 2025, permanece a obrigatoriedade para quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, além de outros critérios definidos pela Receita Federal”, esclarece.
O professor destaca ainda que contribuintes que possuem bens ou direitos acima de R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025, realizaram operações em bolsa de valores ou possuem investimentos e múltiplas fontes pagadoras também devem redobrar a atenção no momento do preenchimento.
Entre os erros mais comuns que acabam levando contribuintes à malha fina estão a omissão de rendimentos recebidos de diferentes fontes, o esquecimento de declarar aplicações financeiras e inconsistências em operações envolvendo investimentos.
De acordo com Stephan Sawitzki, manter a documentação organizada é fundamental para tornar o processo mais simples e seguro.
“Com o mínimo de entendimento e os comprovantes em mãos, muitas pessoas conseguem fazer a própria declaração diretamente no sistema da Receita. Já em situações mais complexas, a orientação é buscar auxílio profissional para evitar pendências futuras”, orienta.
Além do aspecto fiscal, o economista ressalta que a declaração do Imposto de Renda também pode servir como ferramenta de educação financeira, permitindo que o contribuinte compreenda melhor sua realidade econômica, organize o patrimônio e desenvolva hábitos de planejamento.
Na FAHOR, temas ligados à responsabilidade fiscal, planejamento econômico e organização financeira fazem parte da formação acadêmica dos estudantes do curso de Ciências Econômicas, aproximando o aprendizado teórico das situações reais enfrentadas pela comunidade.



















