Terraceamento avança como estratégia de conservação do solo em Tuparendi

A prática do terraceamento vem ganhando força como alternativa eficiente para a conservação do solo e da água nas lavouras da região administrativa de Santa Rosa. Incentivada pela Emater/RS-Ascar, a técnica tem sido adotada por produtores diante dos impactos causados por chuvas intensas nos últimos anos, que agravaram problemas de erosão e perda de nutrientes.

Um exemplo recente está na propriedade do agricultor Aristides João Teló, na localidade de Esquina Tuparendi, no município de Tuparendi. Em uma área de 24 hectares destinada ao cultivo de soja, milho e trigo, foi realizada a demarcação e construção de terraços de base larga, seguindo orientações técnicas voltadas ao manejo conservacionista do solo.

A iniciativa começou após uma visita técnica da Emater/RS-Ascar, realizada na segunda quinzena de outubro de 2025, logo após a colheita do trigo. Na ocasião, foram identificados pontos críticos com erosão em sulcos e significativa perda de solo e água. A partir do diagnóstico, foi elaborado um plano de ação com o apoio do extensionista rural Albino Motter.

Como parte do processo, o agricultor visitou outra propriedade com sistema de terraceamento já consolidado, o que facilitou a compreensão das práticas recomendadas. Entre as ações adotadas, destacam-se a remoção dos terraços antigos e a nova demarcação, seguindo orientações da Embrapa, respeitando a declividade do terreno e garantindo o correto nivelamento para retenção da água da chuva.

A execução das obras ocorreu na segunda quinzena de março de 2026, com o uso de motoniveladora, tratores equipados com terraceador e subsolador, além de lâmina e retroescavadeira. A etapa contou com apoio da Prefeitura de Tuparendi, que disponibilizou equipamentos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis no meio rural.

Além do terraceamento, a área passará por correção da fertilidade do solo com base em análise técnica, além da implantação de plantas de cobertura. A previsão é de cultivo de milho a partir de agosto de 2026, seguido de rotação de culturas e manutenção contínua de práticas conservacionistas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a demanda por terraceamento tem crescido significativamente na região de Santa Rosa, especialmente como resposta à erosão e à remoção de resíduos culturais provocadas por enxurradas. A técnica contribui para reduzir perdas de solo e água, além de reter insumos como fertilizantes e defensivos agrícolas, gerando economia ao produtor e prevenindo a contaminação de mananciais hídricos.

Outro benefício importante é a facilitação da semeadura em nível e a conservação de estradas rurais. Existem diferentes tipos de terraceamento, que devem ser adaptados conforme o tipo de solo, sistema produtivo e características de cada propriedade.

Para mais informações sobre práticas de conservação do solo, os agricultores podem procurar o escritório da Emater/RS-Ascar em seus municípios.

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