Jeferson confere destino de recurso e conversa sobre dificuldades do Ipê Saúde

Hospital Vida e Saúde

Na sexta-feira, 13 de maio, o vice-presidente da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado visitou a direção do Hospital Vida e Saúde, em Santa Rosa. O parlamentar, que destinou, em 2021, emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil à instituição, com vistas a apoiar o enfrentamento da Covid 19, quis conferir a situação do Hospital após o arrefecimento da pandemia e diante de dificuldades relacionadas à relação com o Instituto de Previdência do Estado do RS, – Ipergs.

O deputado conversou com o diretor de infraestrutura do Hospital Vida e Saúde, Rodrigo Calixto, que destacou o descredenciamento em massa de médicos do Instituto, em função da defasagem das tabelas de pagamento do Ipergs e também o longo prazo de pagamento das consultas, procedimentos e medicamentos pelo Instituto. “Os médicos chegam a levar de 90 a 110 dias para receber do Ipergs. Esse é um dos motivos para os descredenciamentos: ninguém quer trabalhar para receber dali a 4 meses”, explicou. Ele lembrou que, em função da dificuldade de agendar consultas pelo convênio, muitos segurados estão procurando as UPAs para fazer exames ou indo a consultórios particulares. No entanto, depois não conseguem fazer os exames na Unidade, que exige consulta pelo SUS; ou pelo Ipergs, que exige requisição por médico credenciado para realização dos exames.

O diretor lembrou que há defasagem na tabela de pagamento da instituição aos hospitais, além do mesmo prazo de cerca de 120 dias para o pagamento dos serviços. Segundo Calixto, só a diária de internação estaria com 70% de defasagem. Já na diária de leito semi privativo, a defasagem estaria em 170%, de acordo com estudo da Federação dos Hospitais do RS. Nos leitos de UTI, haveria defasagem de 120%. “Se pegarmos o bloco cirúrgico, temos 190% de defasagem”, acrescentou o diretor, que sugeriu a criação de uma Câmara Técnica para avaliar a questão de forma ampla. “Precisamos olhar o todo e não só o lado do governo do estado. Não dá para matar a galinha dos ovos de ouro, mas também não dá para matar o outro lado”, opinou.

Rodrigo Calixto também sugeriu a criação de um indexador de reajustes para as tabelas do Instituto. “Aí fica um negócio mais regrado, que evita que haja um embate todo o ano”, propôs. Também rememorou a alta dos preços dos medicamentos e insumos durante a pandemia, fator que teria complicado ainda mais a situação dos hospitais. “Os hospitais compram o medicamento com sobrepreço, pagam os insumos e aplicam nos pacientes. Mas só vão receber do Ipergs em 120 dias”, reiterou.

Jeferson lembrou que a CPI que investigou abusos nos preços dos medicamentos, apesar de confirmar essa prática, não teve ações jurídicas mais efetivas, por tratar-se de uma questão de política de mercado. “Infelizmente, neste caso, não é uma CPI que poderá resolver”, lamentou. Sobre as demais sugestões do diretor, Jeferson se colocou à disposição para apresentá-las aos demais deputados que tratam da temática do Instituto.

Por fim, Calixto informou ao parlamentar que o recurso da emenda parlamentar foi utilizado para a compra de um endoscópio para a urologia. “Nossa intenção era apoiar o Vida e Saúde da forma que o hospital considerasse necessária. Fico feliz que o dinheiro tenha sido investido na compra de um equipamento que será muito útil para os pacientes”, concluiu o deputado.

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