OPERAÇÃO PF: Polícia Federal deflagra 23ª fase da Operação Lesa Pátria

Segundo a Delegacia de Polícia Federal de Santo Ângelo, um dos mandados foi cumprido em Horizontina e três em Santa Rosa. Um homem foi preso em Santa Rosa por posse irregular de arma de fogo. Ele pagou fiança e responderá em liberdade. Ação desta data visa a identificação de participantes que financiaram e fomentaram os ataques do dia 8 de janeiro de 2023. No RS foram cumpridos ao total 13 mandados de busca e apreensão.

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (8/1) a 23ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que financiaram e fomentaram os fatos ocorridos em 8/1/2023, em Brasília/DF, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por indivíduos que promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas Instituições.

Para esta fase, foram expedidos,  pelo Supremo Tribunal Federal, 47 mandados judiciais (46 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva), nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal.

Foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Apura-se que os valores dos danos causados ao patrimônio público possam chegar à cifra de R$ 40 milhões.

Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

“Operação Lesa Pátria não tem data para acabar”, diz Ricardo Cappelli
Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade desta segunda-feira (8), na Rádio Gaúcha, o ministro em exercício da Justiça e Segurança Pública e interventor no 8 de Janeiro, Ricardo Cappelli, destacou que a Operação Lesa Pátria, que está na 23ª fase para identificar pessoas que financiaram e fomentaram os atos golpistas ocorridos há um ano, continua sem uma data definida para encerrar:

“A Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, não tem data para acabar, ela segue. A cada nova fase ela colhe mais provas, mais indícios que levam a outras investigações”, afirmou Cappelli.

Comprometido em levar a operação até o fim, o ministro declarou que o governo está determinado a identificar e processar legalmente todos os envolvidos que atentaram contra as instituições, incluindo financiadores e conspiradores.
“No Brasil, nos dias de hoje, é muito difícil uma pessoa cometer um crime e não ser identificada”, ressaltou.

Ao abordar o tema do financiamento, o ministro salientou a gravidade de financiar crimes, afirmando que quem o faz também está cometendo um. Cappelli explica que há “financiamento horizontal” neste caso, elucidando que não se trata de um financiamento único: “É um financiamento pulverizado, financiamento por cidade, por município. As investigações estão verificando a existência se houve ou não um financiamento nacional estruturado”.

Conforme relatório atualizado pelo Supremo, o prejuízo causado no prédio da Corte pela depredação chega a R$ 12 milhões. O prejuízo total será cobrado solidariamente dos golpistas que são investigados pela depredação. O ministro em exercício assegurou que a Justiça encontrará meios para cobrar os responsáveis:

“Essas pessoas têm CPF e é fácil de identificar e executar para que elas paguem, ressarçam os cofres públicos pelos danos que causaram”

As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos e pessoas capturadas.

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