Fundação Sicredi traz peça teatral sobre educação financeira a Horizontina e Três de Maio

TRÊS DE MAIO/HORIZONTINA

            Com o objetivo de proporcionar o acesso à cultura e promover a educação financeira, a peça #Juntos estará em Horizontina, dia 16 de maio, no CTG Carreteiros de Horizonte. A produção, que conta com o apoio da Fundação Sicredi por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, percorrerá 28 cidades gaúchas e seis catarinenses até 23 de junho, quando se encerra a primeira etapa da turnê que prevê rodar 80 municípios do Brasil. Com texto da dramaturga Dedé Ribeiro e direção do premiado Daniel Colin, o espetáculo aborda, de forma descontraída, as questões da transição do jovem para a vida adulta, em suas amplas mudanças e decisões. Todas as apresentações serão gratuitas e abertas ao público.

“O espetáculo reflete com leveza e bom humor as questões que preocupam os jovens.  Como preparar-se para o futuro com tantos caminhos possíveis? Nos dias de hoje o espaço físico não precisa ser compartilhado para que as pessoas possam cooperar, se unir e construir seus projetos de vida juntas” afirma a dramaturga Dedé Ribeiro.          

A direção prevê uma concepção muito contemporânea, que brinca com o analógico e o virtual. “O apoio do Sicredi tem sido extremamente relevante às artes cênicas do Brasil, tendo em vista que os espetáculos apoiados pela instituição circulam por centenas de cidades brasileiras há mais de uma década, sendo acessados por milhares de espectadores de forma gratuita, como foi o caso de Qual Vai Ser?, peça dirigida por mim em 2015 que se apresentou em aproximadamente 250 cidades de norte a sul do Brasil”, constata Colin. “Atualmente, estamos no preparo do espetáculo #Juntos, que foca no advento da internet e suas ferramentas como uma possibilidade concreta para a realização de projetos e parcerias duradouras, ainda que distantes fisicamente”, complementa.

“O Sicredi acredita que por meio da educação financeira, as pessoas podem transformar sua relação com o dinheiro e conquistar maior independência e liberdade para as suas vidas, o que reforça a importância de apoiarmos uma produção artística que fomenta esse tema de uma forma leve e descontraída. Além disso, o fato de o espetáculo rodar por pequenos municípios, que muitas vezes não têm a oportunidade de receber muitas atrações culturais, tem grande sinergia com a nossa atuação, que busca o desenvolvimento local das comunidades também fora dos grandes centros urbanos”, comenta Cristiane Amaral, gerente da Fundação Sicredi.

A ação de #Juntos se passa no dia da formatura de três colegas inseparáveis no ensino médio, que traçam planos para o futuro.  No entanto, a separação é inevitável, mas a distância, hoje, é relativa, graças às redes sociais. Com o auxílio da irmã de um deles e de outras personagens que aparecem, os amigos criam juntos um projeto que possa reuni-los outra vez e garantir que seus sonhos de trabalho se realizem.  Com muitas complicações e situações divertidas, a montagem foi concebida para um público jovem, de 13 a 20 anos. Na ficha técnica destacam-se atores reconhecidos no teatro gaúcho, como Douglas Oliveira, Denis Gosh e Ursula Collischonn, entre outros, bem como os cenários de Rodrigo Shalako e os figurinos de Antônio Rabadan. A produção é assinada pela DUX /LIGA Produção Cultural.

            Não é de hoje que a Fundação Sicredi apoia a arte e possibilita levá-la a muitas cidades brasileiras. Entre 2015 a 2018, a peça Qual Vai Ser? percorreu 256 localidades sendo uma das maiores turnês de uma peça nacional em número de cidades. Antes disso, foram realizadas as montagens de A Caravana dos Poupedis; Rir e Poupar: é só Começar e Zum, Zum, Zum- A União faz a Vida, com grande sucesso. Todas as montagens e turnês aconteceram via Lei federal de Incentivo à Cultura e tiveram excelente retorno de público.

Sobre a autora e diretor

            Dedé Ribeiro é dramaturga, produtora, professora e colagista, nascida em Porto Alegre/ RS. Jornalista por formação, com DEA na Universidade de Paris I – Pantheón-Sorbonne e mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Como dramaturga, ganhou o Prêmio Habitasul com “O Mistério das Baipotas” (com Angel Palomero); produziu o projeto MicroDramas (internet, saraus e adesivos com os textos) e integrou por oito anos a Oficina Dran, de Dramaturgia, orientada por Graça Nunes. Teve sete textos teatrais publicados em quatro livros e um de seus textos – “Qual Vai Ser?” – apresentado em 280 cidades brasileiras, no projeto da Fundação Sicredi e Ministério da Cultura. É produtora e professora de produção. Desde 2016 estuda programação neurolinguística e dedica-se às artes visuais, tendo apresentado diversas exposições individuais e coletivas. 

            Daniel Colin é Doutor em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Mestre e Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Também é professor convidado da Pós-Graduação Lato Sensu / Especialização – Artes Cênicas (CENSUPEG). No teatro atua como diretor, ator, performer, dramaturgo, pesquisador e professor. É integrante e membro-fundador do grupo Teatro Sarcáustico, em Porto Alegre/RS, desde 2004. Dentre seus trabalhos destacam-se o espetáculo Qual Vai Ser?, que circulou por mais de 200 cidades de norte a sul do Brasil entre os anos de 2015 e 2018. Recebeu, nas mais variadas funções, diversos prêmios, incluindo Açorianos de Teatro, Tibicuera de Teatro Infantil, Braskem em Cena, RBS Cultura e Trajetórias Culturais. Trabalha em eventos de grande porte como Natal Luz de Gramado desde 2011 até os dias atuais. Sua pesquisa teórico-prática pessoal articula conceitos como corpo, performance, arte e atuação em relação com estudos sobre decolonialidade, gênero e sexualidade, a partir da qual resultaram suas investigações de mestrado e doutorado.